Uma das perguntas mais comuns de quem pensa em virar PJ é sobre a aposentadoria: quanto se paga de INSS como autônomo e quanto se paga como PJ? A resposta surpreende muita gente — o autônomo que contribui “certo” paga 20% sobre o rendimento, enquanto o sócio de uma empresa recolhe 11% sobre o pró-labore. A diferença, no fim do ano, é dinheiro de sobra no bolso.

Este artigo compara as duas formas de contribuir, mostra os valores de 2026 e explica quando abrir CNPJ compensa também pelo lado previdenciário.

Como o autônomo contribui para o INSS

O autônomo (contribuinte individual) tem dois caminhos:

Quem presta serviço para empresas tem retenção de 11% na fonte, mas para garantir renda maior na aposentadoria acaba complementando para os 20% — e é aí que a conta pesa.

Como o sócio de PJ contribui

O sócio que retira pró-labore recolhe 11% de INSS sobre o valor do pró-labore (a empresa também recolhe a parte patronal, que no Simples costuma estar contemplada na alíquota do DAS). Esse pró-labore de 11% garante os mesmos benefícios previdenciários — e, com a Lei 15.270/2025, o pró-labore até R$ 5.000 ficou isento de Imposto de Renda.

Ou seja: como PJ, você consegue base previdenciária cheia pagando 11% (não 20%) e ainda sem IR na retirada até R$ 5 mil.

Tabela: quanto se paga de INSS em 2026

Forma de contribuiçãoAlíquotaSobre R$ 5.000Benefícios
Autônomo — plano normal20%R$ 1.000/mêsCompletos (aposentadoria por tempo)
Autônomo — simplificado11% (sobre mínimo)R$ 178,31/mêsLimitado a 1 salário mínimo
PJ — pró-labore11%R$ 550/mêsCompletos, sobre a base do pró-labore

O plano simplificado do autônomo é barato, mas te aposenta com um salário mínimo. Já o PJ paga 11% sobre a base que quiser (dentro do teto) e mantém benefícios cheios — a combinação mais eficiente para quem quer proteger a renda futura sem pagar 20%.

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Virar PJ compensa só pelo INSS?

O INSS é uma peça — não a única. Ao abrir CNPJ, você também troca a tributação da renda: em vez do IR da tabela do autônomo (que chega a 27,5%), passa a pagar o DAS do Simples (a partir de ~6% no Anexo III via Fator R) + o pró-labore. Some a economia previdenciária (11% x 20%) e a isenção de IR até R$ 5 mil, e o ganho total costuma ser expressivo.

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Atenção antes de decidir

Perguntas frequentes

O PJ paga menos INSS que o autônomo?

Em regra sim: o pró-labore recolhe 11%, enquanto o autônomo no plano completo paga 20% sobre o rendimento. E o pró-labore de 11% mantém os benefícios integrais.

Contribuir com 11% dá aposentadoria integral?

O pró-labore de 11% conta para os benefícios sobre a base recolhida. Já o plano simplificado do autônomo (11% sobre o mínimo) limita a aposentadoria a um salário mínimo.

Qual o valor mínimo de pró-labore?

Como regra geral, ao menos um salário mínimo quando o sócio presta serviço à empresa. O valor ideal depende do seu planejamento — vale simular.

Já sou autônomo. Vale a pena abrir CNPJ?

Na maioria dos casos com renda recorrente, sim — pela economia de INSS e de IR. Uma simulação personalizada confirma o seu caso.

Conclusão

No lado previdenciário, o PJ leva vantagem: 11% sobre o pró-labore contra os 20% do autônomo no plano completo, com benefícios cheios e ainda isenção de IR até R$ 5 mil. Para quem tem renda recorrente, formalizar como empresa protege a aposentadoria e reduz imposto.

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Fontes oficiais

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