Você olhou o faturamento acumulado do ano e o susto veio: já passou (ou vai passar) dos R$ 81 mil e ainda estamos no meio de 2026. E agora? Precisa fechar o MEI hoje? Vai pagar multa? Para de emitir nota?

Respira. Estourar o limite do MEI no meio do ano não é o fim do mundo — na maioria dos casos, é sinal de que o seu negócio cresceu e chegou a hora de virar Microempresa (ME). O que você não pode é ignorar. Este guia mostra exatamente o que acontece em cada cenário e o passo a passo para regularizar sem sustos.

Qual é o limite do MEI em 2026

O teto de faturamento do MEI continua em R$ 81 mil por ano em 2026. A divisão por 12 (R$ 6.750 por mês) é só uma referência de controle — não existe teto mensal fixo. Você pode faturar R$ 3 mil num mês e R$ 12 mil no outro; o que vale é o acumulado do ano.

Uma exceção importante: quem abriu o MEI depois de janeiro tem limite proporcional — R$ 6.750 multiplicado pelo número de meses ativos no ano, incluindo o mês de abertura. Se você abriu em abril, por exemplo, o teto do ano é R$ 6.750 × 9 = R$ 60.750.

Os dois cenários: até 20% ou acima de 20%

Aqui está o que realmente muda a sua vida. A lei divide quem estoura o limite em duas faixas, e o tratamento é bem diferente.

Cenário 1 — Excesso de até 20% (faturamento entre R$ 81.000,01 e R$ 97.200)

Este é o cenário mais tranquilo:

Ou seja: você paga imposto sobre o excedente, mas sem multa retroativa e sem virar ME “com efeito para trás”.

Cenário 2 — Excesso acima de 20% (faturamento acima de R$ 97.200)

Aqui o jogo muda e a atenção precisa ser redobrada:

Neste cenário, agir rápido com um contador faz muita diferença para calcular corretamente e reduzir o impacto.

SituaçãoFaturamento no anoQuando vira MEConsequência
Dentro do limiteAté R$ 81.000Não viraSegue MEI normal
Excesso até 20%R$ 81.000,01 a R$ 97.2001º de janeiro seguinteDAS complementar sobre o excedente
Excesso acima de 20%Acima de R$ 97.200Retroativo a 1º de janeiroTributação como ME desde janeiro + juros/multa

Passou dos R$ 81 mil e não sabe em qual cenário está? A Contefy calcula sua situação e faz a migração MEI → ME sem você perder o sono. Fale agora com um contador no WhatsApp.

Desenquadramento voluntário: a jogada inteligente

Se a sua projeção mostra que você vai estourar o limite, não espere a Receita te desenquadrar. Você pode fazer o desenquadramento voluntário pelo Portal do Simples Nacional. Ele tem efeito a partir de 1º de janeiro do ano seguinte — então, solicitado ainda neste ano, você entra em janeiro já como ME, organizado e sem surpresa.

A vantagem de se antecipar é planejar tudo com calma: escolher o Anexo correto, estruturar pró-labore, ajustar preços e contratos. Quem se antecipa migra de forma barata; quem deixa a Receita desenquadrar automaticamente costuma pagar mais caro.

O Sebrae recomenda criar um alerta ao atingir 75% do limite (cerca de R$ 60,7 mil no ano) para decidir com antecedência.

O que muda quando você vira ME

Virar Microempresa não é uma punição — é um upgrade. Como ME você:

Em troca, você precisa de contador para apurar os tributos mensais e cumprir as obrigações — e é exatamente aqui que a Contefy entra, cuidando de tudo a partir de R$ 139,90/mês.

Passo a passo para regularizar agora

Se você já decidiu que vai virar ME, veja também nosso guia detalhado de como migrar do MEI para ME em 2026, passo a passo e sem multa. O roteiro rápido é este:

  1. Some o faturamento do ano até hoje e projete o fechamento de dezembro.
  2. Identifique o cenário: dentro do limite, excesso até 20% ou acima de 20%.
  3. Se vai estourar, faça o desenquadramento voluntário no Portal do Simples Nacional (efeito em 1º de janeiro).
  4. Se já passou de 20%, procure um contador imediatamente para apurar os tributos retroativos.
  5. Estruture a nova ME: escolha do Anexo, pró-labore, distribuição de lucros e emissão de nota.

Perguntas frequentes

Estourei o limite. Preciso parar de emitir nota agora?

Não. Se o excesso foi de até 20%, você segue como MEI até o fim do ano e continua emitindo normalmente. Você regulariza o excedente na declaração anual (DASN-SIMEI) com o DAS complementar.

O que é o DAS complementar?

É a guia gerada pela Receita para você pagar o imposto sobre a parte do faturamento que passou dos R$ 81 mil, calculada pelas regras do Simples Nacional do seu ramo de atividade.

Vou pagar multa por ter estourado?

No excesso de até 20%, não há multa retroativa — só o DAS complementar. Acima de 20%, o desenquadramento é retroativo a janeiro e podem incidir juros e multa, por isso vale agir rápido.

Migrar para ME é caro e burocrático?

A abertura/migração pode ser feita sem custo com o contador certo. A Contefy faz a migração MEI → ME e cuida da parte burocrática por você.

Posso continuar no Simples Nacional depois de virar ME?

Sim. A ME permanece no Simples Nacional (o regime mais comum e simples para pequenos negócios), desde que respeite o teto de R$ 4,8 milhões e não exerça atividade vedada.

Conclusão: crescer é bom, mas precisa ser organizado

Estourar o limite do MEI no meio do ano é um bom problema — significa que o negócio cresceu. O erro é ignorar e descobrir a conta lá na frente, com juros e multa. Sabendo em qual cenário você está e agindo com antecedência, a migração para ME é simples e barata.

A Contefy identifica seu cenário, faz o desenquadramento e a migração MEI → ME e assume a sua contabilidade a partir de R$ 139,90/mês — com troca de contador sem burocracia, se você já tem um que não te avisou disso.

Chegou a hora de virar ME? Fale agora com a Contefy no WhatsApp e migre sem dor de cabeça.

Enquanto isso, use a Tabela do Simples Nacional para ver as alíquotas do seu ramo e a Calculadora de Fator R para pagar menos imposto como ME.

Fontes oficiais

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