O Brasil abriu 2,9 milhões de pequenos negócios no 1º semestre de 2026 — quase 12% a mais que no mesmo período de 2025, segundo o DataSebrae. E o setor que puxa esse recorde é o de serviços, com 64,4% das novas empresas. Se você presta serviço na informalidade, os números mostram um recado claro: nunca foi tão comum (nem tão fácil) sair do CPF e abrir CNPJ.
Veja o que está por trás desse movimento e por que 2026 é um bom momento para formalizar.
O que dizem os números do Sebrae
De acordo com o levantamento do Sebrae a partir do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica:
- 2,9 milhões de pequenos negócios abertos no 1º semestre de 2026;
- Alta de quase 12% sobre os 2,6 milhões do mesmo período de 2025;
- 1,9 milhão das novas empresas são de serviços (64,4% do total);
- O MEI é a principal porta de entrada, com cerca de 75% das aberturas.
O dado de serviços não é surpresa: é o setor com menor barreira de entrada (pouco capital, sem estoque) e o que mais absorve profissionais que antes trabalhavam como CLT ou por conta própria.
Por que tanta gente está formalizando
Alguns motivos se somam em 2026:
- Exigência do mercado: empresas cada vez mais pedem nota fiscal para contratar prestadores;
- Economia de imposto: sair do carnê-leão (IR de até 27,5%) para o Simples Nacional (a partir de ~6% via Fator R) reduz muito a carga;
- Vantagem previdenciária: o pró-labore recolhe 11% de INSS, contra os 20% do autônomo no plano completo;
- Isenção de IR até R$ 5 mil: a Lei 15.270/2025 tornou o pró-labore até esse valor isento de Imposto de Renda.
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MEI, ME ou Simples: por onde começar
O MEI é a porta de entrada mais comum (75% das aberturas), mas tem limite de faturamento (R$ 81 mil/ano) e poucas atividades permitidas. Quem fatura mais, quer contratar ou tem atividade fora da lista precisa abrir uma ME no Simples Nacional.
Se você já é MEI e está batendo no teto, veja como fazer a transição sem dor de cabeça em migrar de MEI para ME. E para escolher o regime certo, consulte a Tabela do Simples Nacional.
Tabela: informal x formalizado (prestador de serviço)
| Aspecto | Informal (CPF) | Formalizado (CNPJ no Simples) |
|---|---|---|
| Emite nota fiscal | Não | Sim |
| IR sobre a renda | Carnê-leão até 27,5% | DAS a partir de ~6% (Anexo III) |
| INSS | 20% (plano completo) | 11% sobre pró-labore |
| Acesso a crédito PJ | Limitado | Sim (linhas para CNPJ) |
| Contratar funcionário | Não | Sim |
Quanto custa e como abrir
Abrir CNPJ como MEI é gratuito e imediato. Para ME, há taxas de registro na Junta Comercial e, normalmente, honorários contábeis — mas na Contefy a abertura é grátis e você já sai com a contabilidade em dia. Simule o impacto no seu bolso com a Calculadora CLT x PJ.
Perguntas frequentes
Preciso ter faturamento alto para valer a pena abrir CNPJ?
Não. Muitas vezes, a economia de INSS e de IR já compensa a partir de rendas médias e recorrentes. Uma simulação mostra o seu ponto de virada.
Sou MEI, mas estourei o limite. E agora?
É hora de migrar para ME no Simples Nacional. Feito corretamente, não há interrupção da atividade.
Quanto tempo leva para abrir?
O MEI é imediato. A ME varia conforme a Junta Comercial e o município, mas costuma levar poucos dias com a documentação em ordem.
Serviço precisa de nota fiscal?
Sim, para faturar como PJ você emite NFS-e. A contabilidade configura a emissão para você.
Conclusão
O recorde de aberturas em 2026, puxado por serviços, mostra um mercado se formalizando — e com bons motivos: menos imposto, INSS mais barato e isenção de IR até R$ 5 mil. Se você ainda fatura no CPF, é um ótimo momento para sair da informalidade.
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