Escolher entre Simples Nacional ou Lucro Presumido é a decisão que mais muda o imposto da sua empresa em 2026. Afinal, o regime errado pode custar de 5% a 15% do faturamento todo mês. Por isso, vale entender como cada um cobra antes de optar.

Neste guia, você verá como funciona a conta nos dois regimes, um comparativo lado a lado e em quais casos cada um vence. Por exemplo, mostramos quando o ISS Fixo inverte o jogo a favor do Presumido. Inclusive, explicamos o peso do Fator R. Portanto, leia até o checklist.


Os dois regimes em uma frase

Em primeiro lugar, o Simples Nacional reúne todos os tributos em uma guia única (o DAS), com alíquotas que crescem por faixa de faturamento. Por outro lado, o Lucro Presumido calcula cada tributo separadamente, sobre uma margem de lucro presumida por lei. De fato, são lógicas bem diferentes.


Como o Simples Nacional cobra

Em primeiro lugar, o limite é de R$ 4,8 milhões por ano. Por isso, a maioria das micro e pequenas empresas se encaixa. Além disso, a alíquota inicial vai de 4% (comércio) a 15,5% (serviços do Anexo V), e cresce conforme o faturamento sobe de faixa.

Em seguida, para serviços, o Fator R define se a empresa cai no Anexo III (a partir de 6%) ou no Anexo V (a partir de 15,5%). De fato, esse detalhe muda tudo na comparação com o Presumido.


Como o Lucro Presumido cobra

Em primeiro lugar, o Presumido assume uma margem de lucro fixada por lei — em geral, 32% para serviços. Por isso, o IRPJ e a CSLL incidem só sobre essa parcela presumida, não sobre o faturamento inteiro. Além disso, PIS e Cofins são cumulativos, somando 3,65%.

Em seguida, soma-se o ISS municipal (de 2% a 5%). Inclusive, profissionais regulamentados podem usar o ISS Fixo, pagando um valor anual por profissional em vez de percentual. De fato, é aí que o Presumido costuma vencer.


Comparativo lado a lado

ItemSimples NacionalLucro Presumido
Limite de faturamentoR$ 4,8 milhões/anoR$ 78 milhões/ano
Como pagaGuia única (DAS)Tributos separados
Base de cálculoFaturamento, por faixaMargem presumida (32% em serviços)
Folha (INSS patronal)Em geral embutida no DAS20% sobre a folha à parte
ISS FixoNão se aplicaDisponível para profissão regulamentada

Quando o Simples vence

Em primeiro lugar, o Simples costuma ganhar para quem tem folha relevante e atinge os 28% do Fator R. Por isso, cai no Anexo III (6% inicial) e paga o INSS patronal dentro do DAS. Além disso, é mais simples de administrar, com uma só guia.

De fato, para a maioria das empresas com poucos funcionários e faturamento até alguns milhões, o Simples no Anexo III é difícil de bater. Logo, ele é o ponto de partida natural.


Quando o Lucro Presumido vence

Em primeiro lugar, o Presumido brilha para o profissional regulamentado que usa o ISS Fixo. Por exemplo, médicos, advogados, dentistas e engenheiros podem derrubar a carga municipal a quase zero. Por isso, nesses casos a conta fecha melhor fora do Simples.

Além disso, empresas com margem alta e folha baixa tendem a se beneficiar, já que a base é presumida. Em contrapartida, quem tem folha pequena e cairia no Anexo V do Simples também deve comparar. Em síntese, é uma decisão de simulação, não de regra fixa.


Como simular antes de decidir

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Fontes oficiais

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