Contabilidade para farmácias em 2026 envolve segregação de receitas, ICMS-ST, tributação monofásica de PIS/Cofins e controle de estoque. Em primeiro lugar, este guia mostra como a contabilidade para farmácias funciona na prática. Assim, o dono de farmácia ou drogaria consegue avaliar custo, regime e economia antes de contratar contador. Além disso, comparamos Simples Anexo I, Lucro Presumido e Lucro Real — os caminhos do varejo farmacêutico. Em síntese, é o roteiro completo para não pagar imposto a mais sobre medicamento.

Adiante, você verá como tratar o ICMS-ST, a tributação monofásica e a segregação de receitas no Simples. Por exemplo, mostramos por que medicamento monofásico não paga PIS e Cofins de novo na revenda. De fato, errar a segregação custa de 3% a 9% do faturamento por ano. Por outro lado, a contabilidade certa devolve esse dinheiro ao caixa. Portanto, vale ler até o checklist final.


Como funciona o serviço contábil na prática

Em primeiro lugar, a contabilidade para farmácias cuida de quatro frentes específicas. Por isso, o contador apura ICMS, segrega receitas no Simples, controla estoque e processa a folha. Além disso, integra a Sefaz (ICMS e ST), a Receita Federal (DAS, SPED, EFD-Contribuições) e a Prefeitura (NFS-e e ISS de serviços). Em geral, a rotina mensal inclui conferência de notas de entrada, segregação de monofásicos e fechamento fiscal.

Em seguida, a farmácia vende produtos com tratamento tributário diferente no mesmo balcão. Por isso, medicamento, perfumaria, higiene e genérico têm regras próprias de ICMS e PIS/Cofins. Inclusive, sem a segregação correta, a farmácia paga tributo sobre item que já foi tributado na indústria.


Regimes tributários para farmácias e drogarias

Regime Carga aproximada Quando faz sentido
Simples Nacional (Anexo I) 4% a 11,6% + ICMS-ST Faturamento até R$ 4,8 mi; maioria das drogarias
Lucro Presumido Varia com ICMS e margem Margem alta, faturamento acima de R$ 4,8 mi
Lucro Real Conforme resultado Grandes redes, margem baixa ou prejuízo
MEI Não permitido Comércio de medicamento exige RT — vedado

Em primeiro lugar, a farmácia NÃO pode ser MEI por exigir farmacêutico responsável e licença sanitária. Por isso, a escolha real fica entre Simples Anexo I, Lucro Presumido e Lucro Real. De fato, a maioria das drogarias se enquadra no Simples até R$ 4,8 milhões por ano. Inclusive, a economia depende da boa segregação de receitas monofásicas no PGDAS.


ICMS-ST e tributação monofásica

Em primeiro lugar, a maioria dos medicamentos está sujeita à Substituição Tributária do ICMS. Por isso, o ICMS é recolhido lá atrás, pela indústria ou pelo distribuidor, e a farmácia não recolhe de novo na venda. Além disso, PIS e Cofins de medicamentos seguem o regime monofásico, conforme a Lei 10.147/2000.

Tributo Tratamento na farmácia Efeito prático
ICMS Substituição Tributária (ST) Recolhido na entrada; não recolhe na venda
PIS / Cofins Monofásico (alíquota zero na revenda) Não paga de novo sobre medicamento
DAS (Simples) Segrega receita monofásica e ST Reduz a alíquota efetiva da farmácia
ISS Só sobre serviços (aplicação, aferição) Quando há serviço farmacêutico cobrado

Em seguida, o contador precisa segregar essas receitas dentro do PGDAS-D todo mês. De fato, sem a segregação, a farmácia paga PIS, Cofins e ICMS já recolhidos — dinheiro jogado fora. Inclusive, essa é a maior fonte de economia da contabilidade para farmácias no Simples.


CNAEs adequados para farmácias e drogarias

CNAE Descrição Quando usar
4771-7/01 Comércio varejista de produtos farmacêuticos, sem manipulação Principal — drogaria comum
4771-7/02 Comércio varejista de produtos farmacêuticos, com manipulação Farmácia de manipulação
4771-7/03 Comércio varejista de produtos farmacêuticos homeopáticos Farmácia homeopática
4772-5/00 Comércio varejista de cosméticos e higiene pessoal Perfumaria e higiene como secundário
8690-9/01 Atividades de práticas integrativas e complementares Serviços farmacêuticos clínicos

Em primeiro lugar, o CNAE principal define o Anexo do Simples e as obrigações sanitárias. Por isso, o 4771-7/01 cobre a drogaria que só revende. Inclusive, a farmácia de manipulação usa o 4771-7/02 e tem regras fiscais próprias por produzir a fórmula.


Licença sanitária, RT e SNGPC

Em primeiro lugar, toda farmácia precisa de licença sanitária e de farmacêutico responsável técnico (RT) registrado no CRF. Por isso, a Vigilância Sanitária fiscaliza o funcionamento e a guarda de medicamentos controlados. Além disso, o SNGPC (ANVISA) controla a entrada e a saída de produtos sob receita.


Quanto custa em 2026

Perfil da farmácia Honorários (R$/mês) Pacote típico
Drogaria solo no Simples 350 a 700 DAS, segregação, folha, balanço
Drogaria com até 5 funcionários 600 a 1.200 DAS, folha, DCTFWeb, segregação, estoque
Farmácia de manipulação 800 a 1.800 DAS/SPED, controle de fórmulas, folha
Farmácia Lucro Presumido 1.200 a 2.500 DARFs, SPED Fiscal, EFD-Contribuições, ECF
Rede de farmácias (Lucro Real) 3.000 a 8.000 Apuração mensal, ICMS por loja, livros completos

Em primeiro lugar, a contabilidade para farmácias exige conhecimento de ICMS-ST, monofásico e segregação. Por isso, escolher um contador generalista quase sempre custa mais caro no fim. Inclusive, o contador especializado configura a segregação automática do PGDAS e devolve margem à farmácia.


Calendário mensal de obrigações da farmácia

Obrigação Periodicidade Vencimento típico
DAS (Simples Nacional) Mensal Dia 20
PGDAS-D com segregação Mensal Junto com a DAS
SPED Fiscal (Presumido/Real) Mensal Conforme o estado
EFD-Contribuições (Presumido/Real) Mensal Dia 10 do 2º mês seguinte
DCTFWeb Mensal Dia 15
FGTS Mensal Dia 20
eSocial — eventos não periódicos Por evento Em até 7 dias
SNGPC (ANVISA) Conforme movimento Por dispensação de controlados
DEFIS (Simples) Anual 31 de março
ECF / ECD (Presumido/Real) Anual Junho/Julho

Reforma Tributária — impacto para farmácias

Em primeiro lugar, a Reforma Tributária (LC 214/2025) substitui PIS, Cofins, ICMS e ISS por CBS e IBS. Por isso, o regime monofásico de medicamentos será revisto com regras específicas de crédito. Além disso, a transição vai de 2026 a 2032 com alíquotas crescentes.

Em seguida, medicamentos terão alíquota reduzida e lista de itens com benefício na LC 214/2025. De fato, a farmácia que organiza o cadastro de produtos hoje sofre menos na transição. Portanto, o contador especializado já mapeia o impacto por categoria de produto.


Erros frequentes que custam caro


Guias complementares

Em seguida, vale ler nossos guias correlatos. Por exemplo, contabilidade para farmacêuticos trata do profissional, não do estabelecimento. Além disso, contabilidade para e-commerce ajuda quem também vende online. Inclusive, leia contabilidade online em todo Brasil para entender o atendimento remoto.


Checklist em 2026


Conclusão

Em síntese, a contabilidade para farmácias em 2026 exige conhecimento técnico do varejo farmacêutico. Em primeiro lugar, a segregação de receitas monofásicas e ST define quanto a farmácia paga de imposto. Além disso, o cadastro correto de produtos por NCM evita ICMS-ST indevido. Por fim, o controle de estoque e o SNGPC protegem a empresa de autuação.

Por outro lado, errar qualquer item custa caro — tributo em duplicidade, estoque divergente ou multa da ANVISA. De fato, um contador especializado em farmácia paga a si mesmo já no primeiro mês. Portanto, vale priorizar especialização e SLA escrito na hora de contratar.

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Fontes oficiais

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